Lichtjahre (Anos de Luz) é o DVD do Lacrimosa que concentra as apresentações da banda durante as turnês dos anos de 2005 e 2006. Fora as magistrais apresentações ao vivo, acharam por bem inserir algumas cenas de bastidores, o que é sempre interessante.
“A distance there is”, música do Theatre of Tragedy, é uma das minhas letras preferidas desde sempre! Não lembro quando a ouvi pela primeira vez. Talvez nem tenha me despertado interesse. Acontece sempre. A primeira impressão pra mim, pelo menos no que se refere à música, é inexistente. A canção precisa me pegar no momento certo. Uma vez enlaçado, não há mais volta. Foi o que aconteceu com “A distance there is”. Pra sempre uma das melhores letras, com um belo som de piano.
Mal traduzida é, mais ou menos, assim:
Deixai a chuva, vós dizeis - mas vós nunca pisastes adiante.
Sou capturado.
Há uma distância
Nenhuma, exceto a mim e ao punhal, crepitando sobre o telhado.
Contemplai! Pois não é a chuva; destarte tenho que ser.
Não beberei seu vinho vintage, minha querida.
Tendes vós considerado que de inocência sou; contudo deixastes vossa dama em perigo.
Vós deixastes-me tostar
Meu coração é frágil, minha pálida pele de tom damasco.
Quando vós e vossas lágrimas tivestes recônditas, “Voltai!”, dizeis.
Lá, em breve, estarei, mas como poderei correr, quando meus ossos, meu coração vós arrancastes?
Mas correi! – vós dizeis; Eu corro.
E lá, então, eu contemplo que o tempo virá quando mais uma vez morto eu estiver.
Vós dizeis-me para sem demora partir.
E parto, com o punhal e lágrimas em mãos.
Vede! As sombras, o céu – diminuindo-se.
Então, por meio de um forte golpe, caminho antes de correr e derreter-me em crepúsculo.
Em minha mente, qual o resultado parece como se fosse impróprio mudar de qualquer modo?
Afinal de contas, vós deixastes-me por esses anos, afundar-me nas profundezas emocionais.
A encharcada e sombria cortina aveludada pendura-se em mim.
Tornando meus sentimentos distantes de nosso tão ignorante mundo.
Todos os belos momentos compartilhados, deliberadamente empurrados adiante.
…Há uma distância…
Vamos logo transformar tudo isso num VideoBlog. Como disse um camarada meu certa vez, ao presenciar um dificílimo solo de guitarra, “E tem gente que gosta de Creed…”
You´re extraordinary
None of the fashion girls
Your second skin´s so skinny it almost hurts
It looks like you were floating when you try to take a walk
You always seem to listen everytime we try to talk
If there´s nothing else to stop us on our way way way
Tell me why pourquoi ne pouvons-nous jamais être aimés?
I think I like you
But not enough
We´re individuals and very hard to touch
You suffer more than others from what we´re meant to be
None of those sunshine-lovers like on tv
We´re generation faith-departed
Started to go down
Unfinished unforesakeable upon a common ground
If there´s nothing that we´re not allowed to say say say
Tell me why pourquoi ne pouvons-nous jamais être aimés?
I think I like you
But not enough
We´re individuals and very hard to touch
I think I like you
I think I like you
I think I like you very much
I think I like you
I think I like you
I think I like you
But not enough
Black are the gesture of yours
Black is the way to lead your life
Black are the dresses you wear
Black are the days beneath your sunlight
Another riddle, another wall
Another task, another call for love and help from all
Will be wednesday when you’re leaving, with a lot of questions
If I could only see them, I just see your reflections
There’s a hundered million people the whole wide world is sleeping now
Black is the look in your eyes
Black is the white beneath your skin
Black are the words that we might say
Black is the river that we swimming while grinning
Will be wednesday when you’re leaving with a lot of questions
If I could only see them, I just see your reflections
There’s a hundered million people having their opinion each - and the whole wide world is going to sleep
There I stand with my fairy eyes - those empty eyes - indeed
Black is the look in your eyes
Black is the White beneath your skin
So come on, come on and let me know, if there is nothing left to go or hide from what’s outside, if we go or hide from what’s outside
Will be wednesday when you’re leaving with a lot of questions
If I could only see you, just see your reflection
Here I stand with my opinion as empty as a boy can be - and the whole wide World is falling all asleep
Para limpar a mente das musiquetas de carnaval, a trilha sonora sensacional do já sensacional filme “Os Educadores”. Dois Cds com músicas alternativas que vão desde o rock alemão pesado até as eletrônicas. Algumas bandas, totalmente desconhecidas, merecem ser ouvidas depois com mais cuidado. É o caso de Tocotronic, que integra o disco com a faixa “Ich Bin Viel Zu Lange Mit Euch Mitgegangen” que não dá, a priori, para descobrir com o que é parecido.
Entre os mais conhecidos, destaco Placebo, com “Bulletproof Cupid”, além de Sisters of Mercy, com “Leonard Cohen” e Franz Ferdinand, com “Darts Of Pleasure”.
Aos que quiserem, por conta e risco, baixarem os discos na Internet, o Rapidshare conta com eles no acervo. Disco 1 / Disco 2. O original só aqui, importando.
PlayList:
Disco 1
1. Depeche Mode - Personal Jesus
2. Mediengruppe Telekommander - Trend
3. One Inch Punch - Gemini
4. Looper - Mondo 77
5. Lucky Jim - Halleluja
6. Phantom - Ghost - To Damascus
7. The Notwist - Pilot
8. Turner - After Work
9. Tocotronic - Ich Bin Viel Zu Lange Mit Euch Mitgegangen
10. Placebo - Bulletproof Cupid
11. Mark Lanegan Band - Driving Death Valley Blues…
12. Beigegt - Funghi Pudel
13. Simian - The Way I Live
14. Leonard Cohen - Sisters Of Mercy
15. Element Of Crime - Heimweh
Disco 2
1. Phoenix - If I Ever Feel Better
2. B. Morgenstern - Aus Heiterem…Ellen Mix
3. Sid Le Rock - Close Again
4. Trashmonkeys - Song No1
5. Nada Surf - Hyperspace
6. Franz Ferdinand - Darts Of Pleasure
7. Lucky Jim - My Soul Is On Fire
8. Tom Liwa - Juliane Straat
9. T.Raumschmiere - Monstertruckdriver (Edit
10. Alter Ego - Rocker
11. Eagles Of Death Metal - I Only Want You
12. Slut - Easy To Love
13. Radio 4 - Dance To The Underground
14. Jeff Cole - The Real Sky
15. Sophia - Swept Back
16. Burghart Klaussner - J´Ai Connu De Vous
[…] Yo he preferido hablar de cosas imposibles
porque de lo posible se sabe demasiado.
He preferido el polvo así, sencillamente,
pues la palabra amor aún me suena hueco.
He preferido un golpe así, de vez en cuando,
porque la inmunidad me carcome los huesos.
[…]
É quase consenso que as últimas invenções musicais do Metallica não são lá muito boas. Não conheço fã – seja do estilo mais tranqüilo ao mais ortodoxo – que aprove o St. Anger, por exemplo. A verdade é o disco é meio ruinzinho mesmo.
Mas Metallica é sempre Metallica. E para provarem que são uma das melhores bandas de rock do mundo fizeram, em 2006, um show grandioso na Alemanha, no Festival no Rock Am Ring. Sem invenção, tocaram os clássicos e, felizmente, algum ser consciente gravou tudo, disponibilizou nos Torrents da vida e, ainda por cima, separou música por música e “upol” no You Tube; ou seja, dá pra ver tudo pela Internet e se conformar por não ser uma daquelas milhares de pessoas que puderam ver ao vivo.
Taí o set list com seus devidos links (é bom até pra quem não gosta). Destaco as imperdíveis:
Ah, esqueci o que ia escrever…, mas era alguma coisa dizendo que essa é a melhor propaganda de todos os tempos. E olha que eu acho (heresia) o Queen chato pra burro.
Serj Tankian, vocalista do System of a Down, lançou recentemente seu primeiro álbum solo, Elect the Dead.
Dizem que também foi o produtor e tocou praticamente todos os instrumentos durante as gravações. Já escutei Sky is Over, Lie Lie Lie e a música do clipe abaixo, Saving Us.
Daniel Bastos, do blog Crediário, alerta para a letra da música. Pede para que “us” não seja entendido como “nós”, em inglês, e sim com U.S., de United States, ficando, mais ou menos, assim:
Sinto-me praticamente obrigado a publicar algo sobre Silvio Rodriguez.
Nascido em San Antonio de Los Baños, Cuba, em 1946, Silvio é, segundo os críticos, um dos maiores expoentes da música cubana surgidos após a Revolução, inaugurando o movimento denominado Nova Trova Cubana.
A maioria de suas letras aborda temas políticos em forma poética. Na ocasião da morte de Che Guevara, Silvio compõe "La Era Está Pariendo un Corazón" e "Fusil Contra Fusil", canções que em 1968 iria incluir no seu disco coletivo "Hasta la Victoria Siempre"
Em 1982, grava “Unicórnio”, que incluía a canção do mesmo título e que posteriormente iria converter-se na música mais famosa de Silvio. O disco, incluía ainda “Canción urgente para Nicaragua", uma homenagem à Revolução Sandinista de 1979, "Por Quien Merece Amor", uma crítica aos EUA e um canto à solidariedade internacionalista cubana, "La Maza" (com ritmo de cacarera argentina) e outros títulos de temática diversa.
Em 2003, lança “Cita con Ángeles”, disco de importante compromisso político, com denúncias contra o imperialismo, a guerra contra o povo Iraquiano e com mensagens contra Bush, Tony Blair e Aznar, além de referências ao 11 de Setembro. O disco foi dedicado à sua filha Malva e ao seu neto Diego, recém-nascidos no momento em que era gravado.
Em 2006, publica o que é, até hoje, o seu último trabalho discográfico, “Érase que se Era”, compilação de canções de etapas muito recuadas na sua carreira musical.
Discografia:
• Días y Flores (1975) • Al Final de Este Viaje… 1968/1970 (1978) • Mujeres (1979) • Rabo de Nube (1980) • Unicornio (1982) • Silvio Rodríguez y Pablo Milanés en Vivo en Argentina (1984) • Tríptico (álbum) (triplo LP, 1984) • Causas y Azares (1986) • Oh Melancolía (1988) • Silvio Rodríguez en Chile (1990) • Silvio (1992) • Mano a Mano (com Luis Eduardo Aute) (1993) • Rodríguez (1994) • Domínguez (1996) • Descartes (1998) • Mariposas (1999) • Expedición (2002) • Cita con Ángeles (2003) • Érase que se Era (2006)
Para no hacer de mi ícono pedazos,
para salvarme entre únicos e impares,
para cederme un lugar en su Parnaso,
para darme un rinconcito en sus altares.
me vienen a convidar a arrepentirme,
me vienen a convidar a que no pierda,
mi vienen a convidar a indefinirme,
me vienen a convidar a tanta mierda.
Yo no se lo que es el destino,
caminando fui lo que fui.
Allá Dios, que será divino.
Yo me muero como viví.
Yo quiero seguir jugando a lo perdido,
yo quiero ser a la zurda más que diestro,
yo quiero hacer un congreso del unido,
yo quiero rezar a fondo un hijonuestro.
Dirán que pasó de moda la locura,
dirán que la gente es mala y no merece,
más yo seguiré soñando travesuras
(acaso multiplicar panes y peces).
Yo no se lo que es el destino,
caminando fui lo que fui.
Allá Dios, que será divino.
Yo me muero como viví.
Dicen que me arrastrarán po sobre rocas
cuando la Revolución se venga abajo,
que machacarán mis manos y mi boca,
que me arrancarán los ojos y el badajo.
Será que la necedad parió conmigo,
la necedad de lo que hoy result anecio:
la necedad de asumir al enemigo,
la necedad de vivir sin tener precio.
Yo no se lo que es el destino,
caminando fui lo que fui.
Allá Dios, que será divino.
Yo me muero como viví.
Compañeros poetas,
tomando en cuenta los últimos suceso
en la poesía, quisiera preguntar
me urge,
¿qué tipo de adjetivos se deben usar
para hacer el poema de un barco
sin que se haga sentimental, fuera de la vanguardia
o evidente panfleto,
si debo usar palabras como
Flota Cubana de Pesca y
«Playa Girón»?
Compañeros de música,
tomando en cuenta esas politonales
y audaces canciones, quisiera preguntar
me urge,
¿qué tipo de armonía se debe usar
para hacer la canción de este barco
con hombres de poca niñez, hombres y solamente
hombres sobre cubierta,
hombres negros y rojos y azules,
los hombres que pueblan el «Playa Girón»?
Compañeros de historia,
tomando en cuenta lo implacable
que debe ser la verdad, quisiera preguntar
me urge tanto,
¿qué debiera decir, qué fronteras debo respetar?
Si alguien roba comida
y después da la vida, ¿qué hacer?
¿Hasta donde debemos practicar las verdades?
¿Hasta donde sabemos?
Que escriban, pues, la historia, su historia,
los hombres del «Playa Girón»
Um dia sintonizado na nova MTV faz um mal danado. Dois então…
Agora existe um programa (que eu fiz questão de esquecer o nome) onde uma apresentadora vesga (!!), meio caquética, com sotaque meio gaúcho e uma enorme facilidade para sapecar nos ouvidos alheios o nome das bandas gringas mais “torce queixo” do mundo.
O programa basicamente consiste num laptop e um convidado bem estranho (vocalista de alguma banda tosca, fracassada ou, ainda, uma daquelas menininhas de treze anos com uma belíssima franja lambida na testa). Uma hora de acesso à sites nada a ver…
Do nada surge um maníaco telespectador on line e manda uma playlist para o programa para saber se será ou não reprovada pela audiência. Aparece cada coisa que faz qualquer um se retorcer na cama… O vizinho que me perdoe as gargalhadas.
Submetido à aprovação popular, o camarada recebe notas pela playlist. Agregado a isso, comentários de EMOS (aprendi ontem no programa que existe agora uma nova versão para EMOS, mas o nome é difícil, ainda mais com o sotaque “desloca maxilar” da mulher) do tipo:
Tp axim. Nd haver xua play!
EmInEm RoX!
Ah, levantei e fui mandar também minha playlist… (sério!)
1- Shane MacGowan & The Pogues - Beer, Beer, Beer;
2- Disturbed - Down With the Sickness;
3- Cold - It’s All Good;
4- Tenacious D - Tribute;
5- Metallica - The Call of Ktulu.
… Mas nem um comentário. Sequer um! Quem escuta Beer, Beer, Beer não pode, simplesmente, se abster de comentar. Nem que é RoX, nem que é SuX!
E ainda justifiquei, posteriormente, meu envio:
Galera:
Misturem Shane MacGowan com Disturbed e Tenacious. De fundo The Call of Ktulu. Isso garantirá extensão ao mais novo som que nascerá além de um toque fantasmagórico e literário (principalmente literário). Cold fica de contrapeso.
Saudações à galera do Multishow!
Até agora nenhuma sinal de aprovação no site da MTV.
If I kiss you where it’s sore
will you feel better, better, better
will you feel anything at all?
will you feel better, better, better
will you feel anything at all?
Dando umas voltas pelo You Tube encontrei alguns vídeos do show do Dead Fish no 3º Fórum Social Mundial, em Porto Alegre – RS, no ano de 2003.
Engraçado analisar o Dead Fish. Nessas postagens todos os comentários fazem questão de lembrar dos “velhos tempos” da banda. Acho que esse tempo se resume a esses vídeos e a essas músicas. Acima de tudo era música de protesto, como eu nunca antes tinha ouvido. Não era aquele blá blá blá anti-tudo com a maioria das bandas de hardcore e de punk faziam. Era som de protesto engajado e consciente.
É difícil tocar no assunto e deixar de dizer que os caras “se venderam”. Isso, de forma alguma, é meu maior lamento. Creio que o pior acontecimento depois de assinarem com uma grande gravadora foi o de esquecerem que já estavam inseridos numa ação utilizando suas músicas como alto-falante. O sucesso, inevitavelmente, iria chegar. Os caras eram inteligentes. O Rodrigo – o vocalista – criava letras tão revoltadas que fazia você pular e gritar a casa nova música.
Bons tempos. Bons tempos onde o preço do CD era ridículo e você comprava por telefone. Lembro de ligar para Vitória para encomendar discos ou camisas e falar, não com o assessor do merchandising, mas diretamente com um dos membros da banda. Quantas vezes o Alyand – o baixista – me retornou uma ligação perguntando “o que é mesmo que você encomendou?” Justificava dizendo: “Teve show em algum buraco da cidade noite passada e a galera aqui tá ‘muito doida’”.
O Dead Fish lançou há pouco tempo mais um CD. Não sei o nome. Pelas minhas contas o 6º, sendo o segundo por uma grande gravadora, todo bonito, remixado fora do país e com excelente captação de som, bem diferente dos CDs antigos. Não tenho a mínima curiosidade em ouvir porque sei que não estarão lá letras sobre o MST, sobre a globalização, sobre o meio ambiente, sobre o Collor ou sobre FHC… Elas deram lugar a algo tolo, sem emoção ou ação. Não acredito que o som seja ruim, mas sei que não ouvi e não gostei.
Pra ouvir Dead Fish basta, para mim, ir até a prateleira de CDs e puxar ou o “Sirva-se”, o “Afasia”, ou “Sonho Médio”; o “Ao Vivo no Hangar” ou, ainda, mesmo com um pezão atrás, o “Zero e Um”.
Bons tempos.
Seguem os vídeos com links, já que o camarada que os disponibilizou tem (parece) tanta vergonha quanto eu e bloqueou a postagem:
Os maiores contos da literatura ficcional traduzidos do esperanto com magistral coerência. Sou, ademais, portador de torcicolos e da Síndrome da Fadiga Crônica (SFC). Em 2008 vou aplicar na Bolsa, escrever um livro e provar que o 'de novo' deveria ser escrito sem espaço.